O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), anunciou nesta quinta-feira (29) um ambicioso projeto de teleférico urbano orçado em cerca de R$ 700 milhões, que será implantado na capital baiana com a proposta de fortalecer a mobilidade integrada da cidade. Segundo o gestor, o novo modal deverá atuar em conjunto com outros sistemas — como metrô, VLT, BRT, BRS e STEC — compondo uma rede de transporte que, na avaliação dele, poderá ser “um dos sistemas mais modernos do mundo”.
O projeto, denominado Teleférico do Subúrbio, teve sua licença de operação de crédito autorizada por meio de um acordo com a Corporação Andina de Fomento (CAF) que prevê um financiamento de US$ 125 milhões (aproximadamente R$ 728 milhões, segundo a cotação no momento da negociação). A expectativa é que a licitação seja publicada até março de 2026, com início das obras no segundo semestre deste ano.
Em entrevista à Rádio Metrópole, Bruno Reis explicou que o teleférico será planejado para se integrar aos demais modais de transporte de Salvador, visando qualidade, segurança, conforto e redução do tempo de deslocamento dos usuários. “Se tivermos o teleférico funcionando com o VLT, com o metrô, com o BRT, com o BRS, com o STEC, todos integrados, a gente vai ter um dos sistemas de transporte mais modernos do mundo”, afirmou.
O teleférico foi projetado com o objetivo de reduzir o tempo de deslocamento diário dos passageiros entre áreas do subúrbio e o centro da cidade, aliviando a carga sobre os sistemas rodoviários e oferecendo uma alternativa de mobilidade mais rápida e sustentável. Ainda de acordo com o anúncio, o modal também deverá trazer benefícios em eficiência energética e conforto, ao passo que conecta pontos estratégicos da capital baiana.
A iniciativa faz parte de um conjunto de investimentos da gestão municipal para modernizar o transporte público de Salvador, em um momento em que a cidade busca ampliar a integração entre seus diferentes meios de deslocamento urbanos, com foco em soluções inovadoras para responder ao crescimento populacional e às demandas por mobilidade mais eficiente.
Foto: ilustração