Ciência contra o Crime: O impacto do Reconhecimento Facial na Bahia em debate no Programa Primeira Mão

Foto: Divulgação
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Ciência e Comunicação em Alagoinhas: Um Debate sobre o Futuro da Segurança


Em um evento que marcou o rádio baiano no último dia 11 de março, a tecnologia e o rigor científico foram os temas centrais do Programa Primeira Mão. Sob a condução de Gomes e Caio Pimenta, a Rádio Ouro Negro FM recebeu o Cel Antonio Luis dos Santos Filho para discutir sua tese sobre o uso de reconhecimento facial no estado.

Durante a entrevista, Caio Pimenta validou publicamente o estudo acadêmico de Antonio Luis, conectando os conceitos técnicos da obra à realidade da população. Mais do que debater segurança, a conversa enalteceu a educação como o principal vetor de transformação social.

Em suas intervenções, Pimenta asseverou: “É uma honra receber alguém que se dedicou aos estudos para produzir conhecimento contra esta ‘chaga’ social que é a insegurança”. Ao dirigir-se à audiência, o radialista sublinhou o valor do exemplo do autor: “Temos aqui a prova viva para quem duvida da força da educação. A trajetória do Coronel Antonio Luis mostra como o estudo influencia positivamente o destino das pessoas, especialmente daquelas que buscam romper as barreiras da desigualdade”.

O Papel do Rádio como Agente Transformador

A entrevista reafirmou a credibilidade de Caio Pimenta e Gomes como pilares da informação em Alagoinhas. Ao abrirem espaço para um tema complexo como o Reconhecimento Facial e a Inteligência Artificial, os comunicadores atuaram como verdadeiros agentes transformadores, traduzindo para a sociedade civil os impactos de uma política pública frequentemente cercada de mitos e polarizações.

Durante o diálogo, Caio Pimenta foi enfático ao desmistificar o uso da ferramenta: “O que me chamou a atenção na sua pesquisa, Coronel, é que essa tecnologia não serve para perseguir o cidadão de bem. É o contrário! É para garantir que quem deve à justiça não esteja no meio da multidão colocando em risco a sua família. É a tecnologia a serviço da paz social”. O radialista destacou ainda que o projeto consolidou-se como o carro-chefe da Segurança Pública da Bahia, sendo fundamental para a captura de foragidos de diversas federações, graças à precisão do sistema.

 

O autor, por sua vez, ratifica que, embora muitos temam a “frieza das máquinas”, a pesquisa revela que o Reconhecimento Facial na Bahia é um projeto de proteção de direitos. O livro detalha como o protocolo de validação humana impede que o algoritmo assuma o papel de juiz: a tecnologia aponta a probabilidade, mas o discernimento humano, pautado na ética, é quem decide. No caso concreto do “Vídeo-Polícia Expansão”, o sistema sugere, mas a ética e o protocolo decidem; a palavra final permanece essencialmente humana.

A repercussão positiva foi chancelada por especialistas como o advogado Alisson Clayton Dias Lôbo, que parabenizou a dinâmica conduzida por Caio e Gomes, bem como a autoridade técnica e a postura dialógica de Antonio Luis. A entrevista proporcionou conhecimentos que permitem ao ouvinte uma reflexão crítica e clara sobre IA e ética. Como bem sintetiza o autor: “Não se trata de um ‘olho que tudo vê’ de forma autoritária. O sistema baiano possui o ‘filtro humano’. O algoritmo sugere, mas é o discernimento do profissional de segurança que valida a ação. Não é sobre vigiar o cidadão comum; é sobre localizar, com precisão matemática, quem deve à justiça”.

Desconstruindo Narrativas: O Livro como Guia Estratégico

Baseado em sua obra recém-publicada, Avaliação do “Vídeo-Polícia Expansão”: A utilização do reconhecimento facial na segurança pública da Bahia, o Cel. Antonio Luis apresentou dados que rompem com o senso comum. Durante o programa, o autor detalhou como a tecnologia, longe de ser uma ferramenta de vigilância invasiva, funciona como um verdadeiro multiplicador de forças para o policial na ponta da linha.

Ficou claro que a tecnologia apoia, antecipa e orienta, mas a decisão final permanece essencialmente humana. O sistema baiano conta com filtros éticos e protocolos rígidos para mitigar injustiças ou vieses algorítmicos. Em suma: o Reconhecimento Facial atua como o braço forte da tecnologia, mas é guiado pelo cérebro da lei.

Ao enaltecer a profundidade da pesquisa em temas sensíveis como privacidade e ética, Caio Pimenta asseverou: “É impressionante como o livro desmistifica aquela história de ‘Big Brother’. Eu sou rigoroso com a privacidade e vi na explicação do Coronel, baseada em sua tese, que existem travas e protocolos. O livro ensina que é possível ser moderno sem ser autoritário”.

Repercussão e Impacto Local

O alcance da entrevista superou as ondas do rádio, gerando expressivo engajamento nas redes sociais e plataformas de vídeo. O debate consolidou o perfil deste oficial-pesquisador, que domina a tecnologia sem perder de vista o Direito e a Ética, reiterando que a segurança pública não deve ser encarada apenas como uma questão de força, mas como um tema que exige inteligência e justiça.

É fundamental desmistificar o receio de que a Inteligência Artificial seja um instrumento de vigilância autoritária. Apesquisa demonstra que o modelo baiano opera sob o que denomino “filtro humano”: o algoritmo sugere uma probabilidade, mas o protocolo ético e o discernimento do profissional de segurança são os soberanos na validação da abordagem. Não monitoramos o cidadão comum; localizamos, com precisão matemática, indivíduos que possuem pendências reais com a Justiça.

Visando ilustrar e demonstrar a complexidade técnica da Política, segue a visão holística do uso de reconhecimento facial do Projeto “Vídeo-Polícia Expansão” na SSP (BA):

Nesse contexto, os gestores municipais devem estar atentos ao impacto da “cegueira tecnológica” no interior. Cidades como Alagoinhas não podem ser ilhas de desconexão, pois o crime migra para onde a resistência tecnológica é menor. A pesquisa revela que a capilaridade deste projeto cria um cinturão digital que protege não apenas a mancha criminal, mas a economia local e as famílias. O gestor que ignora a modernização hoje está, involuntariamente, transformando sua cidade em um refúgio para a criminalidade de amanhã. Para esses decisores, a premissa é clara: dados se conectam, sistemas conversam e a informação chega no tempo certo para salvar vidas.

Economicidade e o Modelo de Consórcio

Para além dos debates éticos, é fundamental desmistificar, com argumentação técnica, os impasses sobre a economicidade e o modelo de consórcio adotado. O “Vídeo-Polícia Expansão” transforma a segurança pública em um serviço contínuo, e não em um produto estático. Na prática, o cidadão ganha uma polícia monitorada por tecnologia 24 horas por dia, com equipamentos modernos e profissionais focados na proteção direta da vida, em vez de estarem sobrecarregados com a gestão de cabos e servidores.

A economicidade (Custo-Benefício) é evidente ao permitir economia de escala na contratação de uma solução integrada para dezenas de municípios. Além disso, o modelo otimiza a gestão de pessoal, pois libera o efetivo policial de funções de manutenção, conserto ou suporte de TI – tarefas que passam a ser de responsabilidade do consórcio privado.

Outro diferencial é a logística de manutenção permanente. Diferente dos modelos de compra direta, onde um equipamento quebrado pode aguardar meses por uma licitação de conserto, o consórcio opera por Níveis de Serviço (SLA), garantindo manutenções preventivas, corretivas e atualizações tecnológicas constantes. Essa estrutura assegura que um alerta gerado no interior chegue ao Centro de Operações e Inteligência (COI) em milissegundos, criando uma unidade de comando que garante operacionalidade e prontidão.

O sistema centralizado pela SSP(BA) também simplifica a fiscalização sobre o acesso às imagens e o processamento de alertas. Isso fortalece o controle social e a auditoria por órgãos como o Ministério Público, garantindo que a tecnologia seja usada estritamente para os fins legais. Por fim, o modelo possibilita a interoperabilidade – o “Sistema que Conversa” – , conectando-se ao Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP). Assim, um criminoso foragido de outro estado é identificado instantaneamente ao passar por uma câmera na Bahia, consolidando esta integração logística como um dos maiores trunfos do PVPE.

A Relevância do Debate no Cenário Atual

Em um período de escolhas fundamentais para a administração pública, as reflexões de Antonio Luis oferecem um norte para gestores e para a sociedade civil. Ficou demonstrado que a segurança pública contemporânea exige a substituição do empirismo pela evidência científica.

Corroborando esta visão, Caio Pimenta asseverou: “O que o Coronel Antonio Luis traz aqui não é opinião; é ciência. Ele buscou o mestrado e apresenta dados que dão um ‘choque de realidade’ em quem discute segurança sem o devido conhecimento dos protocolos”.

Durante a entrevista, notabilizou-se a postura ética do pesquisador, que reafirmou sua disposição para o diálogo institucional. Ao destacar que a obra é um convite à reflexão coletiva, Antonio Luis distanciou-se do dogmatismo, posicionando-se como um facilitador do conhecimento científico aplicado à segurança. Colocando-se à disposição para mentorias e palestras em prefeituras e universidades, o autor consolidou seu compromisso com um legado de inovação, sob a premissa de que a segurança do futuro será edificada não sobre muros mais altos, mas sobre dados mais precisos.

Como adquirir a obra

A entrevista gerou uma profunda repercussão social ao resgatar a trajetória pessoal do autor, transformando sua história em um símbolo de superação e dedicação. Rememorar suas origens trouxe à tona momentos emocionantes e humanizadores, capazes de inspirar o público do interior e tantos jovens que, por vezes, consideram o caminho intransponível. Com trinta e dois anos de serviços à nação e quase meio século de vida, sua trajetória revela alguém que, com disciplina e estudo, partiu do interior para se tornar uma referência — um exemplo vivo do poder transformador da educação.

Sem dúvida, o encontro cumpriu o papel de gerar uma conexão emocional, levando o pesquisador a reviver um passado de luta, sacrifício e gratidão. Esta iniciativa serviu não apenas como uma ponte, mas como uma ferramenta de transformação: a audiência baiana compreendeu que Antonio Luis não é um “pesquisador distante”, mas sim um “filho da terra que venceu”.

Por fim, para aqueles que buscam se aprofundar nos gráficos, estatísticas e na fundamentação jurídica que sustenta a segurança baiana, o livro já está disponível. A obra é indispensável para acadêmicos do Direito, profissionais da Segurança e cidadãos que desejam entender como a inteligência artificial está moldando o nosso direito de ir e vir. Salienta-se que a pesquisa não avaliou apenas um projeto de câmeras; avaliou o compromisso do Estado com a eficiência e a verdade.

A seguir, conheça a obra que demonstra “A Vitória da Evidência sobre o Palpite”.

Sobre o Autor

Antonio Luis dos Santos Filho é Coronel Veterano do Exército Brasileiro. Possui graduação em Direito (UFC) e Ciências Militares (AMAN). É especialista em Gestão na Administração Pública. Mestre em Direito Constitucional pela UNIFOR. Mestre em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (2024).

 

Links para aquisição da obra – Avaliação do "Vídeo-Polícia: Expansão": A utilização do reconhecimento facial na segurança pública da Bahia, do autorANTONIO LUIS DOS SANTOS FILHO.

Físico:https://www.bing.com/ck/a?!&&p=e1c640031911bee6f5b6f13813cd50584687bf9b5a3de324eaa3e2aa013f9cf1JmltdHM9MTc3MzM2MDAwMA&ptn=3&ver=2&hsh=4&fclid=2163cb9a-c685-6a59-2537-dffcc7d46b45&psq=Links+para+aquisi%c3%a7%c3%a3o+da+obra+%e2%80%93+Avalia%c3%a7%c3%a3o+do+%22V%c3%addeo-Pol%c3%adcia%3a+Expans%c3%a3o%22%3a+A+utiliza%c3%a7%c3%a3o+do+reconhecimento+facial+na+seguran%c3%a7a+p%c3%bablica+da+Bahia%2c+do+autor+ANTONIO+LUIS+DOS+SANTOS+FILHO&u=a1aHR0cHM6Ly9sb2phLmVkaXRvcmFkaWFsZXRpY2EuY29tL2h1bWFuaWRhZGVzL2F2YWxpYWNhby1kby12aWRlby1wb2xpY2lhLWV4cGFuc2FvLWEtdXRpbGl6YWNhby1kby1yZWNvbmhlY2ltZW50by1mYWNpYWwtbmEtc2VndXJhbmNhLXB1YmxpY2EtZGEtYmFoaWE

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