IA e Segurança Pública: O Caso da Bahia como Modelo de Socialização Ética da Tecnologia no Brasil

Foto: Divulgação
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No momento em que o Brasil debate o Marco Legal da Inteligência Artificial (PL 2338/23) para estabelecer uma governança baseada em risco, a Bahia surge na vanguarda. O pioneirismo baiano agora é chancelado por um estudo científico detalhado no livro “Avaliação do ‘Vídeo-Polícia Expansão’: A utilização do reconhecimento facial na Bahia”, que demonstra como a Inteligência Artificial (IA) pode ser socializada com ética na segurança pública ao equilibrar inovação tecnológica, redução da letalidade policial e a preservação dos direitos fundamentais.


Democratização, Universalização do Acesso e a Força do Consórcio Tecnológico



Diferente de tecnologias restritas a centros de elite, o Projeto Vídeo-Polícia foi desenhado para a universalização. A pesquisa evidencia que a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) planejou a expansão para 78 municípios, com a meta de alcançar as 417 cidades do estado a longo prazo. Essa capilaridade combate o “abismo digital” na segurança, levando proteção tanto para a capital quanto para as comunidades do interior.

Para superar o desafio ético de evitar o aprofundamento das desigualdades, o Projeto Vídeo-Polícia contou com a atuação sinérgica de empresas parceiras e do Consórcio, com destaque para Oi Soluções, Avantia, Huawei, Hexagon e Teledata (TLD). Essas empresas desempenharam um papel essencial no desenvolvimento de soluções capazes de prover inclusão digital mesmo no interior. Como a IA depende de conectividade, essa colaboração garantiu internet de qualidade em periferias e zonas rurais, integrando dados em tempo real — via smartphones ou rádio — aos Centros Integrados de Comunicação (CICOM) e ao Centro de Operações e Inteligência (COI) em Salvador, considerado o maior da América Latina. Atualmente, o projeto conta com 15 CICOMs em funcionamento, com previsão de chegar a 22, integrando forças policiais e agentes municipais em um monitoramento 24 horas.


A Alfabetização em IA e o Fator Humano como Eixo Central 


A socialização ética vai além da infraestrutura, pois um ponto crucial do projeto é a “centralidade humana”. As empresas do consórcio trabalham em união de esforços e expertises não apenas para cumprir exigências contratuais, mas para capacitar e habilitar os recursos humanos. O objetivo é a “alfabetização em IA” permitindo que os agentes usem a ferramenta de maneira reflexiva e crítica, integrando o pensamento computacional à ética humana.


O protocolo de atuação na Bahia garante que a IA não tome decisões autônomas:

• O sistema identifica a similaridade (acima de 90% em ambientes controlados).

• Policiais no videomonitoramento cruzam os dados em tempo real com o Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP 2.0).  

• Apenas após a confirmação por supervisores e agentes de campo, a abordagem é realizada. 

Este modelo garantiu que, até março de 2026, mais de 4.925 foragidos e procurados da justiça fossem capturados sem registros de erros de identificação por parte da tecnologia aplicada. Mais do que números, a estatística reflete uma mudança de paradigma: a captura de criminosos com mandados em aberto sem a necessidade de disparos de arma de fogo ou confrontos em áreas densamente povoadas, como ocorreu em grandes eventos (Carnaval e Micaretas).


Mitigação de Vieses e Transparência Financeira 


A ética no trabalho e a mitigação de preconceitos são tratadas através de treinamentos e do uso de bases de dados oficiais do Poder Judiciário, focando exclusivamente em rostos com mandados em aberto, o que evita o monitoramento indiscriminado. Além disso, o estudo desmistifica custos: o investimento específico em Reconhecimento Facial (RF) representa apenas cerca de 5,23% do valor global do PVPE, provando que o foco está na integração de inteligência e não apenas na vigilância isolada.

Conclusão 


O uso do estudo de caso da Bahia serve como um laboratório prático para políticas nacionais de segurança e ética tecnológica. O sucesso reside no modelo em que a IA empodera a força policial sem substituir o julgamento humano. Ao ser expandida com processos rígidos e responsabilidade compartilhada entre Estado e iniciativa privada, a tecnologia deixa de ser um “vilão da privacidade” para se tornar um aliado do bem comum, servindo como uma ferramenta pública que respeita rigorosamente as normas constitucionais do país.

 

Sobre o Autor

Antonio Luis dos Santos Filho é Coronel Veterano do Exército Brasileiro. Possui graduação em Direito (UFC) e Ciências Militares (AMAN). É especialista em Gestão na Administração Pública. Mestre em Direito Constitucional pela UNIFOR. Mestre em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará (2024).

 

Links Nacionais e Internacional para aquisição da obra – Avaliação do "Vídeo-Polícia: Expansão": A utilização do reconhecimento facial na segurança pública da Bahia, do autor ANTONIO LUIS DOS SANTOS FILHO.

Físico Nacional: https://www.bing.com/ck/a?!&&p=0ab556c49a367663383dc07f525f9e9a65f14368c5c73f52a4f8cdeb343f473fJmltdHM9MTc3NTI2MDgwMA&ptn=3&ver=2&hsh=4&fclid=2163cb9a-c685-6a59-2537-dffcc7d46b45&psq=Links+para+aquisi%c3%a7%c3%a3o+da+obra+%e2%80%93+Avalia%c3%a7%c3%a3o+do+%22V%c3%addeo-Pol%c3%adcia%3a+Expans%c3%a3o%22%3a+A+utiliza%c3%a7%c3%a3o+do+reconhecimento+facial+na+seguran%c3%a7a+p%c3%bablica+da+Bahia%2c+do+autor+ANTONIO+LUIS+DOS+SANTOS+FILHO&u=a1aHR0cHM6Ly9sb2phLmVkaXRvcmFkaWFsZXRpY2EuY29tL2h1bWFuaWRhZGVzL2F2YWxpYWNhby1kby12aWRlby1wb2xpY2lhLWV4cGFuc2FvLWEtdXRpbGl6YWNhby1kby1yZWNvbmhlY2ltZW50by1mYWNpYWwtbmEtc2VndXJhbmNhLXB1YmxpY2EtZGEtYmFoaWE;  e 

 

E-Book Nacional: https://www.bing.com/ck/a?!&&p=b914261c1f665a405eab4c5ee31d90381a7ee22295a42a3f15d6af8a1956317bJmltdHM9MTc3NTI2MDgwMA&ptn=3&ver=2&hsh=4&fclid=2163cb9a-c685-6a59-2537-dffcc7d46b45&psq=Links+para+aquisi%c3%a7%c3%a3o+da+obra+%e2%80%93+Avalia%c3%a7%c3%a3o+do+%22V%c3%addeo-Pol%c3%adcia%3a+Expans%c3%a3o%22%3a+A+utiliza%c3%a7%c3%a3o+do+reconhecimento+facial+na+seguran%c3%a7a+p%c3%bablica+da+Bahia%2c+do+autor+ANTONIO+LUIS+DOS+SANTOS+FILHO&u=a1aHR0cHM6Ly93d3cuYW1hem9uLmNvbS5ici9BdmFsaWElQzMlQTclQzMlQTNvLVYlQzMlQURkZW8tUG9sJUMzJUFEY2lhLXV0aWxpemElQzMlQTclQzMlQTNvLXJlY29uaGVjaW1lbnRvLXNlZ3VyYW4lQzMlQTdhLWVib29rL2RwL0IwRlY5M1MyNjQ  

Compra Internacional: 

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